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Relacionamentos numa base de dados

Depois de ter estabelecido diferentes tabelas para cada assunto na sua base de dados, você precisa de uma maneira de informar ao Microsoft Access como reunir novamente essas informações. O primeiro passo nesse processo é definir os relacionamentos entre as suas tabelas. Depois de ter feito isso, você pode criar consultas, formulários e relatórios para exibir informações provenientes de várias tabelas de uma vez.

Como funcionam os relacionamentos?

Um relacionamento um-para-muitos
O relacionamento um-para-muitos é o tipo mais comum de relacionamento. Num relacionamento um-para-muitos, um registo na Tabela A pode ter muitos registos coincidentes na Tabela B, mas um registo na Tabela B tem um só registo coincidente na Tabela A.

Um relacionamento muitos-para-muitos
Num relacionamento muitos para-muitos, um registo na Tabela A pode ter muitos registos coincidentes na Tabela B, e um registo na Tabela B pode ter muitos registos coincidentes na Tabela A. Esse tipo de relacionamento só é possível definindo-se uma terceira tabela (denominada tabela de associação) cuja chave primária consista em dois campos as chaves estrangeiras provenientes tanto da Tabelas A como da B. Na verdade, um relacionamento muitos-para-muitos são dois relacionamentos um-para-muitos com uma terceira tabela. Por exemplo, a tabela Pedidos e a tabela Produtos têm um relacionamento muitos-para-muitos que é definido criando-se dois relacionamentos um-para-muitos para a tabela Detalhes do Pedido.

Um relacionamento um-para-um
Em um relacionamento um-para-um, cada registo na Tabela A pode ter somente um registo coincidente na Tabela B, e cada registo na Tabela B pode ter somente um registo coincidente na Tabela A. Esse tipo de relacionamento não é comum, pois a maioria das informações assim relacionadas estaria em uma só tabela. A utilização de um relacionamento um-para-um é recomendada quando você deseja dividir uma tabela com muitos campos, isolar parte de uma tabela por segurança ou armazenar informações que se apliquem somente a um subconjunto da tabela principal. Pode ser que você queira, por exemplo, criar uma tabela para registar os funcionários que participam de um jogo de futebol para levantamento de fundos.

Definindo relacionamentos
Você define um relacionamento adicionando as tabelas que deseja relacionar com a janela Relacionamentos e, em seguida, arrastando o campo chave de uma tabela e soltando-o no campo chave da outra tabela.
A espécie de relacionamento que o Microsoft Access cria depende de como os campos relacionados são definidos:
• Um relacionamento um-para-muitos é criado quando somente um dos campos relacionados é uma chave primária ou tem um índice exclusivo.
• Um relacionamento um-para-um é criado quando ambos os campos relacionados são chaves primárias ou têm índices exclusivos.
• Na verdade, um relacionamento muitos-para-muitos são dois relacionamentos um-para-muitos com uma terceira tabela cuja chave primária consiste em dois campos  as chaves estrangeiras das outras duas tabelas.
Observação Se você arrastar um campo que não seja uma chave primária e que não tenha um índice exclusivo para um outro campo que não seja uma chave primária e não tenha um índice exclusivo, será criado um relacionamento indeterminado. Em consultas que contenham tabelas com um relacionamento indeterminado, o Microsoft Access exibe uma linha de associação padrão entre as tabelas, mas a integridade referencial não é imposta e não há garantia de que os registos sejam exclusivos em cada tabela.

Normalização ( Escolha de chaves primárias )

É o processo formal passo a passo que examina os atributos de uma entidade, com o objectivo de evitar anomalias observadas na inclusão, exclusão e alteração de sequências exclusivas.

Objectivos

1º) Minimização de redundâncias e inconsistências;
2º) Facilidade de manipulações do Banco de Dados;
3º) Facilidade de manutenção do Sistema de Informações.

1ª Forma Normal (1FN)

Uma relação está na 1FN se somente todos os domínios básicos contiverem somente valores exclusivos (não contiver grupos repetitivos).

Procedimentos:

a) Identificar a chave primária da entidade;
b) Identificar o grupo repetitivo e remove-lo da entidade;
c) Criar uma nova entidade com a chave primária da entidade anterior e o grupo repetitivo.

A chave primária da nova entidade será obtida pela concatenação da chave primária da entidade inicial e a do grupo repetitivo.

Ex.: Pedido

(numero_pedido; data_pedido; cod_cliente; nome_cliente; endereco_cliente; (codigo_produto; numero_produto; quantidade_produto; preco_produto; total_produto) total_pedido)

Pedido => (numero_pedido; data_pedido; cod_cliente; nome_cliente; endereco_cliente)

Item_Pedido => (numero_pedido; cod_produto; nome_produto; quantidade; preco_produto; total_produto)

Dependência Funcional

Dada uma relação R, o atributo X de R é funcionalmente dependente do atributo X de R se somente se sempre que duas sequências de R combinarem em seus valores de X elas também combinarem no valor de X.

2ª Forma Normal (2FN)

Uma relação R está na 2FN se e somente se ela estiver na primeira e todos os atributos não chave forem totalmente dependentes da chave primária (dependente de toda a chave e não apenas de parte dela).

Procedimentos:

a) Identificar os atributos que não são funcionalmente dependentes de toda a chave primária.
b) Remover da entidade todos esses atributos identificados e criar uma nova entidade com eles.
A chave primária da nova entidade será o atributo do qual os atributos do qual os atributos removidos são funcionalmente dependentes.

Produto => ( cod_produto, nome_produto, preco_produto)

Dependência Transitiva

Sejam A, B e C três atributos de uma entidade X. Se C depender de B e B depender de A então dizemos que C é transitivamente dependente de A.

3ª Forma Normal (3FN)

Uma relação R está na 3FN se somente estiver na 2FN e todos os atributos não chave forem dependentes não transitivos da chave primária (cada atributo for funcionalmente dependente apenas dos atributos componentes da chave primária ou se todos os seus atributos não chave forem independentes entre si).

Procedimentos:

a) Identificar todos os atributos que são funcionalmente dependentes de outros atributos não chave;
b) Remove-los e criar uma nova entidade com os mesmos.
A chave primária da nova entidade será o atributo do qual os atributos removidos são funcionalmente dependentes.

Cliente (cod_cliente; nome_cliente; endereco_cliente)
Produto (cod_produto; nome_produto; preco_produto)
Pedido (numero_pedido; data_pedido; ; total_pedido)